Friday, January 12, 2007

Prostituicionamento profissionalítico


Existem dois tipos básicos de profissionais. Os que amam a sua profissão e os que amam o dinheiro que ela pode lhes trazer. Eu sou do primeiro tipo e isso já basta para me impor uma série de regras sobre ética e moral sobre aquilo que faço.

Ontem paquerando alguns DVDs na Bemol do Millenium aqui em Manaus dei de cara com uma título infantil chamado "Carrinhos". Todos sabem que meu objetivo maior é um dia poder viver de animação para cinema, não importa se na Pixar ou na Pixaim, mas por mais que eu deseje isso jamais aceitaria trabalhar em um projeto que se resumisse em um plágio a outro trabalho qualquer. "Carrinhos" é plágio de "Carros" da Pixar. O traço é o mesmo, o estilo é estupidamente copiado e a história deve ter pontos parecidos, obviamente tudo com uma qualidade enormemente inferior. Não é atoa que equanto o DVD de Carros custa R$ 44,00 o de Carrinhos custa R$ 13,00.
É nessa linha que vem aos cinemas a animação "O mar não está pra peixe", copia deslavada de "Procurando Nemo" em todas as suas personagens; e por aí também veio a malfadada animação "Selvagens" da Disney plagiando Madagascar da DreamWorks.
Meu novo curta é um trabalho independente, que está nascendo com muito sacrifício e jogo de cintura ao longo de meses e meses de trabalho e da colaboração de amigos que investiram como eu no sonho de fazer cinema de animação. Até aqui ele não me deu dinheiro algum e talvez jamais venha a dar, mas durmo todas as noites com a consciência tranquila pelo fato de ser uma história original, nascida inicialmente pelas minhas idéias e posteriormente aperfeiçoada ao máximo pela criatividade do grande Rodrigo Castro, que é quem assina o roteiro de Mapinguari.
Se um dia eu me curvar ao dinheiro e desenvolver algo plagiando o trabalho de alguém, você que lê esse post tem todo o direito de imprimí-lo e esfregá-lo na superfície frontal craniana a qual chamo "cara".

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